Por que a liberdade é palavrão em português?

Dezembro 23rd, 2007

Alguns meses atrás, numa conversa com o Rico sobre os possíveis candidatos a presidência dos EEUU, dos quais achei muito interessante a do D.A. Arthur Branch estar presente, me falava ele de algo que parecia mais um erro conceitual “um libertário, republicano, do Texas” (entendem minha desconfiança?).

De lá pra cá, com alguns posts esclarecedores, andei seguindo os conselhos do pessoal que está movimentando a campanha do cara. Não raro vou no google dar uma olhada no que há sobre o ele.

Ok cachorro, mas o que o título tem que ver com a eleição americana?

Simples, depois de ler um pouco e ver um pouco das propostas libertárias de Ron Paul, parti para algumas conversas que me fizeram descobrir, ou relembrar, que aqui neoliberais são malvados, liberais são neoliberais disfarçados (!?) e pior, comentando sobre o subtítulo do Blog do Schwartsman, percebi que as pessoas têm dificuldade com a própria língua materna e dão um sorriso amarelo porque não entendem a sutil alfinetada do ex-Diretor de Assuntos Internacionais do BCB, achando, na verdade, que ele está fugindo do estigma de liberal.

Parece impressionante, mas de fato, falar em liberdade por aqui é sinônimo de maldade com os pobres, de opressão sobre os indefesos e de descumprimento da lei.

Bom gente, não precisamos mais discutir moralismos, agora o país completou uma experiência com direita e esquerda, mas não deu certo com nenhum. Por que?

Porque o Estado é falho e isso não é possível de modificar, o que impulsiona o resto da sociedade, o mecanismo de preços, baseado num sistema simples de recompensa e punição, não pode ser aplicado numa instituição que ao fim e ao cabo só sente pressão a cada 4 anos.

Qual a solução? Diminuir a parcela de serviços que estão sob responsabilidade do Estado e aumentar a parcela da iniciativa privada.

Isso é cruel? É errado alguém ganhar muito dinheiro para fazer um bom serviço? Só o Estado pode ganhar muito e fazer pouco…

Ainda estou tentando entender, mas continuamos crendo por essas bandas que é preferível ser sustentado pelos outros a ter liberdade, porém, quem quer a liberdade não é bem visto, provavelmente porque deveria estar contente em sustentar a preguiça alheia…

Em razão do nível etílico elevado, voltarei ao assunto posteriormente (em breve, espero) para detalhar mais as grandes diferenças entre liberais e o que temos atualmente na AL, basicamente um projeto criador de riquezas e um distribuidor de renda.

Em tempo: Nestes momentos em que o totalitarismo toma conta da AL e onde o Estado, mais que nunca, é pai de todos (!?), vale mencionar esse vídeo, da campanha do RP,  que nos lembra que a liberdade é algo muito mais interessante que um afago da mão que, ao mesmo tempo, lhe prende…

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