Sempre estas coisas de liberdade…

Add comment Setembro 1st, 2008 08:20PM Cachorro Alcoólatra

Bom, faz muito tempo que não jogo umas linhas aqui, mas sempre acabam aparecendo estas questões de liberdade para me forçar a voltar.

Honestamente, não tenho muito apreço pela nossa Carta Política, em verdade, quase nenhum.  Acredito, diferente do que a maioria, que ela não é resultado de inúmeras demandas sociais reprimidas durante anos de ditadura, mas sim um monte de garantias que satisfizeram, por um lado, a necessidade de uma imensidão de políticos para se tornarem “donos” ou “pais” de alguns direitos e, por outro, uma necessidade ainda maior que é a de modelar a vida das pessoas, de um povo fraco que não saberia pelo que lutar, ou para onde correr, após perder as amarras de um longo período de repressão.

Sim, um povo fraco, um povo que não conquistou sua independência, que pagou um preço caro por sua alforria; que sequer chutou a bunda dos militares para fora do poder, que, no entanto, esperou que estes cansassem de brincar, que desistissem diante da visão clara dos rumos que seguia o barco de que detinham o leme.

De novo, eu realmente não gosto da Constituição e como liberal que sou hoje, mais pelo que ela garante e menos por alguma omissão, pois a verdade é que nela o Estado, ou seja, um bando de burocratas pagos por todos nós, só não garante a limpeza do seu traseiro após uma diarréia violenta.

Ocorre, todavia, que ela representa algo muito maior do que um decreto feito ao final da tarde em uma sexta, com o chefe do executivo de saco cheio. Ela não é uma lista de proibições que o teu síndico resolveu criar.

A Carta representa um acordo, (que em nosso país se modificou diversas vezes) sobre o que desejamos uns dos outros, sobre o que podemos esperar de nossos governos e governantes. Em suma, quais os pilares que orientam nossa organização social.

Nosso presidente, constituinte que foi, tem em grande parte responsabilidade pelo que nela consta e assim, a despeito de sua notória dificuldade com a língua materna, deveria ter algum conhecimento dela.

E que não me digam que o afastamento temporário é algo que valha. Se o chefe da Agência Brasileira de Inteligência não consegue responder de forma rápida o que diabos está acontecendo, por que ele não vai procurar um emprego mais de acordo com suas capacidades intelectuais/gerenciais?

A tragédia é que existem duas respostas possíveis, ou estamos a mercê de bandidos que vão se livrar rápido é das acusações, ou de um bando de incompetentes na qual impera aquele paradoxo do Setor Público/Setor Privado, onde neste, se você não fizer o serviço direito, quebra ou perde o emprego, pois alguém vai dar conta do recado, mas no outro quando algo dá errado é falta de verba e pessoal, logo, para aumentar sua importância é preciso errar, errar feio e de forma contínua.

Voltando ao chefe do executivo, se a ninguém é dado o direito de alegar o desconhecimento da lei, cabe uma especial ressalva a este senhor, valendo lembrar mais uma vez que a Constituição não lhe pertence e à sua função sequer é dado o direito de lhe modificar e, portanto, como conclusão lógica, que deve ser outra dificuldade desta criatura, muito menos de rasgá-la.

Para finalizar, me incomoda ter que dar o discurso de salvem a Constituição, pois isso é para advogados/juristas e outros tipos de demagogos; porém, nestes negros tempos que vivemos cabe a cada um gritar pelo pouco que nos afasta do retrocesso.

Assim, se for para desrespeitar a constituição de forma tão flagrante, vamos modificá-la, adaptando-a aos novos tempos e fazendo este país ir para frente sem os malditos dois passos para trás…

Um cachorro lhes diz, dancem macacos, dancem

Add comment Janeiro 20th, 2008 08:14PM Cachorro Alcoólatra

Dancem….

Por que a liberdade é palavrão em português?

Add comment Dezembro 23rd, 2007 10:05PM Cachorro Alcoólatra

Alguns meses atrás, numa conversa com o Rico sobre os possíveis candidatos a presidência dos EEUU, dos quais achei muito interessante a do D.A. Arthur Branch estar presente, me falava ele de algo que parecia mais um erro conceitual “um libertário, republicano, do Texas” (entendem minha desconfiança?).

De lá pra cá, com alguns posts esclarecedores, andei seguindo os conselhos do pessoal que está movimentando a campanha do cara. Não raro vou no google dar uma olhada no que há sobre o ele.

Ok cachorro, mas o que o título tem que ver com a eleição americana?

Simples, depois de ler um pouco e ver um pouco das propostas libertárias de Ron Paul, parti para algumas conversas que me fizeram descobrir, ou relembrar, que aqui neoliberais são malvados, liberais são neoliberais disfarçados (!?) e pior, comentando sobre o subtítulo do Blog do Schwartsman, percebi que as pessoas têm dificuldade com a própria língua materna e dão um sorriso amarelo porque não entendem a sutil alfinetada do ex-Diretor de Assuntos Internacionais do BCB, achando, na verdade, que ele está fugindo do estigma de liberal.

Parece impressionante, mas de fato, falar em liberdade por aqui é sinônimo de maldade com os pobres, de opressão sobre os indefesos e de descumprimento da lei.

Bom gente, não precisamos mais discutir moralismos, agora o país completou uma experiência com direita e esquerda, mas não deu certo com nenhum. Por que?

Porque o Estado é falho e isso não é possível de modificar, o que impulsiona o resto da sociedade, o mecanismo de preços, baseado num sistema simples de recompensa e punição, não pode ser aplicado numa instituição que ao fim e ao cabo só sente pressão a cada 4 anos.

Qual a solução? Diminuir a parcela de serviços que estão sob responsabilidade do Estado e aumentar a parcela da iniciativa privada.

Isso é cruel? É errado alguém ganhar muito dinheiro para fazer um bom serviço? Só o Estado pode ganhar muito e fazer pouco…

Ainda estou tentando entender, mas continuamos crendo por essas bandas que é preferível ser sustentado pelos outros a ter liberdade, porém, quem quer a liberdade não é bem visto, provavelmente porque deveria estar contente em sustentar a preguiça alheia…

Em razão do nível etílico elevado, voltarei ao assunto posteriormente (em breve, espero) para detalhar mais as grandes diferenças entre liberais e o que temos atualmente na AL, basicamente um projeto criador de riquezas e um distribuidor de renda.

Em tempo: Nestes momentos em que o totalitarismo toma conta da AL e onde o Estado, mais que nunca, é pai de todos (!?), vale mencionar esse vídeo, da campanha do RP,  que nos lembra que a liberdade é algo muito mais interessante que um afago da mão que, ao mesmo tempo, lhe prende…

New Hope

Add comment Dezembro 13th, 2007 05:47am Cachorro Alcoólatra

Não escrevo aqui faz um bom tempo, mas não poderia deixar de colocar uma nota de louvor a atitude do Senado, pela primeira vez.

Finalmente a oposição fez seu trabalho que é se opor e mesmo com todo o terrorismo imposto pelos governistas fez com que a CPMF tomasse um tufo.

E aqueles, não polí­ticos ou funcionários federais, que torciam para uma aprovação, não tem problema, podem separar 0,38% de cada movimento em sua conta e doar tudo pro partido, pois no final o destino dá no mesmo.

Finalizando, talvez como no primeiro/quarto episódio de Guerra nas Estrelas,  o período negro do império esteja no fim.

Economia em dez tópicos

Add comment Outubro 1st, 2007 07:20PM Cachorro Alcoólatra

The first and only stand-up economist

Em campanha

Add comment Setembro 15th, 2007 11:41am Cachorro Alcoólatra

Aderindo a campanha:

Vergonha Nacional

Será que Vale tudo isso?

Add comment Setembro 9th, 2007 02:11PM Cachorro Alcoólatra

Passada a semana do tal plebiscito, acredito que sejam necessárias algumas considerações por parte de qualquer ser que habite a terrinha:

Quem gere melhor uma empresa, o Estado ou a iniciativa privada?

Houve fraude na privatização da Vale? Se houve, quem foi o agente da fraude: o Estado ou a iniciativa privada?

Por que ainda temos essa maldita cultura comuna, em que o capital privado é um monstro e o Estado é o redentor?

 

Tentando responder essas perguntas, comecemos pelo quesito melhor gerenciamento*. Eu poderia sugerir um pequeno estudo sobre a reforma econômica chinesa, pois não há outro exemplo tão claro de que a diminuição da política na economia seja o saída para problemas de eficiência.

 

Claro que algum comunista um pouco mais instruí­do (!?) poderia me contestar com o bom argumento de que a China passou a crescer em meados dos anos 50, graças a tomada de poder deles e, principalmente, pela formação de um Estado forte. E sim, a afirmativa esta correta, pois de fato o crescimento antes negativo torna-se positivo em uma méia de 5% anuais. Porém, a partir da abertura e desestatização esse patamar se eleva para algo entre 7%-10%. Assim, ponto para a iniciativa privada.

 

Quanto a fraude da privatização, também acredito que nem tudo foi perfeito. O preço pago pela CVRD foi muito baixo e aí­ sempre tem a contestação dos pró-privatização, de que a compra das empresas deveria tornar-se atratativa. Ora, uma empresa como a Vale, independente de qualquer mau gerenciamento anterior, seria economicamente viável com um preço de pelo menos três ou quatro vezes maior (e não calculei, essa parte é um chute, mas me parece um belo chute), mas isso é motivo para reverter a privatização? Não! Querem fuxicar no infuxicável? Vão responsabilizar as pessoas que não administraram corretamente o patrimônio púlico, aquelas mesmas que poderão fazer tudo de novo, e bem pior, caso se retorne a empresa ao Estado.

 

Ah! e por que diabos essa cultura? Aquela pergunta a que me referi antes me parece mais um sintoma do que a própria doença. Me parece que no Brasil batalhamos não para sermos melhores, mas sim pelo direito de sermos medíocres. Aqui não vale o cálculo básico do capitalismo do século XXI:

 

 

Lucro + Responsabilidade Social = Conduta desejável.

Por essas bandas a equação é basicamente esta:

Lucro baixo + Pequena Empresa = Conduta aceitável

 

Traduzindo, não importa se você retribua de alguma forma para a sociedade, o importante é que você não ganhe muito dinheiro, não cresça, não se internacionalize. Na lógica vigente da Vale ocorre o seguinte, preferível ser uma empresa pública, lucrando menos e virando cabide de empregos e fonte de recursos para políticos corruptos (ou será que não existe isso aqui?) a ser efeciente, lucrar absurdos e ter ações de responsabilidade social com bala na agulha para tanto.

Concluindo, se dermos um passo para trás e observarmos o cenário nacional, seria fácil perceber que não fosse na terrinha estarí­amos agora brigando pela não prorrogação da CPMF, que pelas contas do governo irá nos achacar em cerca de R$ 39 bilhões no próximo ano (e que se pretende manter até o primeiro ano do governo seguinte) e não discutindo algo já morto, sepultado e com missa de sétimo dia (e ano)…

*Algo assim, me remete direto ao último parágrafo deste post.

Até quando? (roubando a pauta alheia)

3 comments Agosto 25th, 2007 02:23PM Cachorro Alcoólatra

Este post do Rico, com o documentário sobre a vida em Cuba é perturbador e esclarece bastante sobre os disparates a que ainda estão sujeitos os indivíduos nascidos em pleno no século XXI.

 

A falta de condições e, principalmente, a completa ausência de liberdade para tentar modificar essa situação nos remete aos tristes desmandos de Mao, este com sua megalomania conseguiu matar cerca de 30 milhões de fome em uns poucos anos (e não adianta procurar isso na wikipedia pois algum comuna esqueceu de colocar o resultado do Grande Salto Adiante).

 

Mas por que tocar no assunto logo agora né? Eu roubei a pauta do Rico, mas posso falar apenas por mim, a tragédia dos pugilistas cubanos ainda não me desceu pela garganta.

 

Tragédia porque ao contrário de indivíduos/populações onde só a caridade pode salvar, estes dois estavam prestes a construir seu caminho, por seus próprios méritos, mas graças ao Estado brasileiro, em verdade a subserviência do chefe de Estado, voltam para seu país como criminosos.

 

Esse mesmo Estado, através do Judiciário, relativiza, em ações cíveis, o pacta sunt servanda (a força obrigatória dos contratos) sob o excelente argumento que diante de termos desproporcionais não há de se falar em autonomia das vontades, citando sempre o exemplo que não interessa se foi assinado, a escravidão não pode ser um preço.

- Mas Cachorro não mistura alhos com bugalhos, não dá para comparar o Judiciário e relações comerciais com o Executivo e relações exteriores!

Misturo sim! e faço isso porque não é possível aceitar que uma relação comercial supostamente desmedida deva ser comparada com a escravidão e portanto modificada, mas quando nos deparamos com a própria simplesmente empacotemos dois indivíduos e os joguemos de volta para o Dono da Ilha. Não é possível que a escravidão seja tomada como inaceitável apenas no plano teórico, abstrato.

Ajudei a eleger o barbudo nas duas vezes, na primeira acredito ter acertado. Por mais que o resultado tenha sido deplorável, é necessário sonhar… Na segunda, no entanto, me forcei a crer em uma tese bastante absurda e hoje me arrependo profundamente. Mas assim como a grande maioria se arrependeu de ter colocado o collorido lá, há tempo para mudanças e existem dois caminhos viáveis: ou ele toma prumo e desiste de se tornar o Chavez, ou a gente tira ele de lá antes que se torne.

E por que tanta volta para acabar num “Fora Lula”? Porque, houve um “Fora Collor” e um “Fora FHC” (até um “Fora FMI”, que não vem ao caso), mas agora “Fora” virou golpismo, porque agora Olavos e Reinaldos não parecem estar tão equivocados como eu um dia acreditei (mesmo que minhas reticências ao conservadorismo deles continue). É hora de pensar, mesmo aos esquerdistas de plantão, que outro mundo possível se avizinha com a dupla Lula/Chavez. Hora de tomar partido e deixar claro que até as instituições do país, que nunca foram nosso forte, se tornam praticamente reuniões de adolescentes, em sites de relacionamentos.

Roubando a máxima alheia, quem sabe faz hora…

Ótima pergunta

2 comments Agosto 22nd, 2007 10:02PM Cachorro Alcoólatra

É simplesmente sensacional quando uma ótima pergunta pode nos levar a um diagnóstico tão preciso a respeito da personalidade da terrinha e como ela nos remete direto para o buraco.

O milagre da multiplicação dos cargos…

Add comment Julho 13th, 2007 03:49PM Cachorro Alcoólatra

Durante um bom tempo, eu acreditei que chegaria o momento em que os bancos no Brasil não caberiam mais no PIB, mas hoje, com  isso, vi que a camarilha de pilantras em Brasília vai conseguir a proeza antes…

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